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O jornal bissemanário Fonte Nova, de Portalegre, visitou a Apilegre e publicou um artigo onde se resumem as acções desenvolvidas pela associação no ultimo ano, de título:
“APILEGRE - UMA APOSTA NA MODERNIZAÇÃO DA APICULTURA NACIONAL”. Veja clicando aqui.
in Jornal Fonte Nova "APILEGRE - UMA APOSTA NA MODERNIZAÇÃO DA APICULTURA NACIONAL Fundada a 3 de Novembro de 1998, por iniciativa de um grupo coeso de 20 apicultores, a Apilegre (Associação de Apicultores do Nordeste do Alentejo) nasceu da necessidade de representar os seus interesses e a sua actividade na região. Quase a completar uma década de existência, a Apilegre visa essencialmente apoiar os apicultores na defesa sanitária das suas colónias, suscitar o interesse dos jovens na actividade, esclarecer os consumidores na promoção e no consumo dos produtos apícolas, fomentar as tecnologias de conservação e transformação e apoiar a formação técnica dos seus associados. Além disso, a associação tenta também promover ou conduzir negociações a nível nacional e internacional, com vista à transacção de volumes de produtos apícolas que excedam a capacidade de venda dos apicultores seus associados.
Com o objectivo de dar assistência técnica aos associados e apicultores registados na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAAL), nomeadamente nos de Concelhos deNisa, Castelo de Vide, Marvão, Crato, Portalegre, Monforte, Arronches, Campo Maior, Elvas e Gavião, a Apilegre - que conta com cerca de cem associados - mantém uma aposta constante na participação/promoção de eventos ligados à apicultura, como feiras, colóquios e palestras e na colaboração em trabalhos de formação, desenvolvimento local e regional, através de projectos e actividades desenvolvidas com outras entidades.
Tal como outras associações envolvidas no "mundo das abelhas", a Apilegre tem uma relação muito próxima com os seus sócios, garantindo-lhes vários serviços intrínsecos à actividade, nomeadamente o registo dos apicultores e explorações apícolas, a realização de visitas aos apiários, o esclarecimento e sensibilização, bem como a elaboração e divulgação de documentos técnicos. Quem o afirma são os especialistas Dulce Alves, engenheira florestal, João Neto, engenheiro zootécnico, e José António Gil, da direcção da Apilegre, garantindo que, para aumentar e certificar a qualidade dos serviços prestados, a associação mantém uma presença constante em vários eventos apícolas, de modo "a possibilitar a actualização de conhecimentos científicos, promover a troca de informação entre apicultores e associações e divulgar o sector em geral". Em 2007, a Apilegre marcou presença, por exemplo, na Feira da Luz (Montemor-o-Novo), onde fizeram parte de um concurso de mel e participaram numa sessão de esclarecimento sobre Melarias.
No mesmo ano, participou também no VI Congresso Nacional de Apicultura; no 1º Symposium Apimondia de Criação de Rainhas, em Sófia (Bulgária); e numa sessão de esclarecimento de apicultura em Ansião (Serra de Sicó). Na opinião dos engenheiros, a "participação em feiras pretende esclarecer todos os apicultores que a nós se dirigem, nos mais diversos temas, incentivar à produção dos produtos (além do mel), divulgar a influência de boas rainhas na produção apícola e incentivar o público em geral para o consumo de todos os produtos da apicultura". Para transmitir a informação adquirida e estimular a troca de experiências, os associados reúnem-se nos dias 15 de cada mês, efectuando uma sessão onde são expostos e discutidos todos os assuntos de interesse apícola de acordo com a época do ano. Segundo José António Gil, "este tipo de acções têm demonstrado bons resultados junto dos apicultores da região, pois têm permitido uma maior harmonização de procedimentos e uma permanente actualização do que se passa no sector apícola junto dos sócios".
A marcar pela diferença De acordo com as afirmações de Dulce Alves, João Neto e José António Gil, a Apilegre distingue-se de outras associações de apicultores por três características fundamentais: a existência de uma Zona Controlada (Nordeste Alentejano), a formação e aconselhamento dos associados e, principalmente, pela produção e comercialização da abelha-rainha.
De acordo com as afirmações de Dulce Alves, João Neto e José António Gil, a Apilegre distingue-se de outras associações de apicultores por três características fundamentais: a existência de uma Zona Controlada (Nordeste Alentejano), a formação e aconselhamento dos associados e, principalmente, pela produção e comercialização da abelha-rainha. A Zona (Sanitariamente) Controlada é a área abrangida pela Apilegre e onde os seus técnicos efectuam constantes visitas aos apiários e melários dos associados, com a preocupação de detectar e tratar as doenças que assombram constantemente as colmeias dos apicultores. Nesta Zona Controlada, os especialistas da Apilegre procuram atingir "um patamar de qualidade que determine a certificação dos produtos dessa mesma área", explicaram os engenheiros, acrescentando ainda que depois da formação sobre esta temática, organizaram uma sessão de esclarecimento para os sócios que, desde logo, mostraram o seu interesse. Em Maio de 2007, a Zona Controlada do Nordeste Alentejano foi aprovada em Assembleia-Geral e em Setembro foi consolidada.
Quanto à formação, a Apilegre investe muito tempo na instrução e actualização, não só dos seus técnicos, mas também de todos os seus associados. "Criação de rainhas", "Iniciação à Apicultura" e "Produção de Mel em MPB" (Modo de Produção Biológico) são exemplos de conferências dadas pelos especialistas da Apilegre, que admitem já ultrapassar a marca das 20 formações anuais. No entanto, o destaque actual vai para as sessões de esclarecimento sobre "Condições de Higiene dos Apiários e Melarias". Segundo João Neto, existe, neste momento, por parte das entidades competentes, uma fiscalização "muito apertada" junto dos produtores de mel. Por essa razão, a Apilegre promove aconselhamento sobre o enquadramento legislativo e a segurança alimentar e, ao mesmo tempo, tenta "perceber se os apicultores reúnem todas as condições exigidas, em que mercados devem investir e que investimentos devem realizar".
Rainhas autóctones Pioneiros na produção e comercialização Além dos aspectos mencionados anteriormente, aApilegre tem vindo a apostar fortemente na criação de rainhas com o intuito de melhorar as características genéticas e comportamentais das colónias existentes na região, visando "a melhoria da quantidade e da qualidade de produção dos produtos da apicultura e a repor os efectivos de colónias de abelhas que se perderam, tanto na época de incêndios como devido à intensa seca que se fez sentir no ano transacto, o que levou a uma mortalidade acentuada de colónias". Segundo os engenheiros, ao longo dos últimos três anos, a associação tem vindo a experimentar e a melhorar vários métodos e equipamentos, das formações com vários técnicos desta área, nomeadamente com o apicultor e formador francês Gilles Fert, reconhecido internacionalmente nesta matéria pela organização da Apimondia e pela organização mundial de criadores e certificadores de criação de rainhas PROAPI. "O constante contacto com este apicultor profissional tem sido uma ajuda fulcral, tendo contribuído para ultrapassar algumas etapas mais exigentes", confessam.
Além dos aspectos mencionados anteriormente, aApilegre tem vindo a apostar fortemente na criação de rainhas com o intuito de melhorar as características genéticas e comportamentais das colónias existentes na região, visando "a melhoria da quantidade e da qualidade de produção dos produtos da apicultura e a repor os efectivos de colónias de abelhas que se perderam, tanto na época de incêndios como devido à intensa seca que se fez sentir no ano transacto, o que levou a uma mortalidade acentuada de colónias". Segundo os engenheiros, ao longo dos últimos três anos, a associação tem vindo a experimentar e a melhorar vários métodos e equipamentos, das formações com vários técnicos desta área, nomeadamente com o apicultor e formador francês Gilles Fert, reconhecido internacionalmente nesta matéria pela organização da Apimondia e pela organização mundial de criadores e certificadores de criação de rainhas PROAPI. "O constante contacto com este apicultor profissional tem sido uma ajuda fulcral, tendo contribuído para ultrapassar algumas etapas mais exigentes", confessam. Dulce Alves e João Neto admitiram ainda que o processo de inseminação artificial das rainhas tem sido gradualmente desenvolvido e que, além do material necessário, já receberam formação de um apicultor português especializado. "Estes conhecimentos em inseminação artificial são bastante importantes, visto que a única maneira de controlar de uma forma rigorosa o material genético das colónias é através da fecundação controlada, pois na natureza torna-se impossível controlar totalmente os acasalamentos. Embora tenha sido desenvolvida uma estratégia de identificação por GPS de todos os apiários circundantes aos de fecundação, estes são sempre algo casuísticos, dado ser demasiado difícil controlar, num raio de dez quilómetros, todas as linhas genéticas das colónias produtoras de zângãos. Assim, a inseminação artificial das rainhas produzidas, afigura-se como um complemento muito interessante a ser inserido, de uma forma estudada, no nosso programa de criação de rainhas", explicaram.
Pioneiros na produção e comercialização de rainhas, os especialistas confessaram ao nosso jornal que, em termos de mercado, a procura está superior à oferta. No ano transacto foram comercializadas cerca de 825 rainhas. No entanto, "face às várias experimentações e resultados que temos vindo a obter desde 2003, prevemos uma maior capacidade produtiva para o ano que vem. Com o aumento previsto de nucléolos de fecundação para a campanha deste ano e com a implementação de algumas técnicas que têm vindo a ser melhoradas, prevemos uma produção de duas milrainhas para a presente campanha", frisaram os engenheiros, adiantando que "o mercado ibérico é uma porta aberta" para esta actividade, que pode mesmo "modernizar a apicultura em Portugal".
Apesar desta notável evolução, a direcção da Apilegre não esquece o apoio e a colaboração das Câmaras Municipais de Nisa e Portalegre no início desta actividade inédita. Enquanto a autarquia nisense cedeu as instalações, a de Portalegre forneceu o equipamento. Além disso, os apicultores também contribuíram com as suas colmeias. "E foi assim que nasceu o projecto de criação de rainhas", lembraram sorrindo.
Zona Controlada é a solução Quando questionados sobre a situação registada em Ponte de Sor, onde os apicultores locais afirmam estar a sofrer quebras significativas devido a uma invasão, na região, de colmeias de produtores espanhóis, os técnicos da Apilegre referiram que "a Zona Controlada permite-nos ter maior controlo sobre os apiários situados na região. Como tal, os apiários espanhóis presentes na área estão a ser controlados, tal como acontece com os portugueses. Qualquer incumprimento por parte dos apicultores - independentemente da nacionalidade - segue os trâmites legais dispostos no decreto-lei nº 203/2005 de 25 de Novembro", declararam.
Quando questionados sobre a situação registada em Ponte de Sor, onde os apicultores locais afirmam estar a sofrer quebras significativas devido a uma invasão, na região, de colmeias de produtores espanhóis, os técnicos da Apilegre referiram que "a Zona Controlada permite-nos ter maior controlo sobre os apiários situados na região. Como tal, os apiários espanhóis presentes na área estão a ser controlados, tal como acontece com os portugueses. Qualquer incumprimento por parte dos apicultores - independentemente da nacionalidade - segue os trâmites legais dispostos no decreto-lei nº 203/2005 de 25 de Novembro", declararam. André Relvas" |